quarta-feira, 30 de julho de 2008

Desabafo_

segunda-feira, 16 de junho de 2008 20h15

Achei que nunca mais em minha vida teria essa sensação novamente.

A cabeça está cheia de pensamentos, agitados, fumegando como uma pequena brasa que resiste em permanecer acesa. Todos os meus conceitos estão passeando velozmente em minha consciência. Os dedos, que rapidamente dão forma a toda essa união de letras - inicialmente impassíveis de combinação - entoam um canto que apenas eu ouço.

Posso sentir aquele antigo brilho em meus olhos. Aquele que outrora possuí quando corria pelas ruas sem rumo, quando sorria ao notar meus cabelos dançando levemente embalados pelo vento. Estou calada, mas canto; e minha alma voltou a pulsar.

Quando era menina, eu observava. E agora, finalmente, notei que sou parcialmente capaz de exprimir tudo o que me aflige e conforta. Suave veneno que é o escrever. Prazer tão íntimo e insidioso que me aquece todo o corpo. Eu já estava certa de que havia me tornando uma alma engessada, daquelas que pululam pelo mundo e apenas acompanham o seu ritmo. Mas não. Agora não mais!

Estou sambando com as palavras, desenvolvendo um ritmo só meu, que faz apenas o meu mundo girar e à minha maneira. Estou sibilando sons que não entendo, extravazando todo o prazer que sinto ao me encontrar. As palavras atordoam, me causam um efeito entorpecente que jamais encontrei de outra maneira (e posso dizer que conheço quase todos os outros caminhos).

Posso sentir cada letra percorrendo o meu corpo antes de direcionar o meu pensamento e, consequentemente, os meus dedos. Elas passam velozes. Como se injetassem diretamente no sangue alguma substância corrosiva, que te obriga a expelir, a expressar, a expulsá-la do corpo. Tudo queima, e é tão bom quando estou em brasa.

As letras atraem, naturalmente, umas às outras. Como se estivessem predestinadas, como se fossem inconscientes. São facetas de um mesmo cristal. São a paixão e as suas cara-metades. As frases soltas que construo são apenas as poucas lapidações necessárias para que o trabalho seja devidamente apreciado. Tudo é tão natural que arrisco dizer que esse processo todo não depende de mim.

Posso sentir a digestão que faço de cada idéia. Consigo imaginar a textura de cada construção verbal. As letras, vivas, dialogam comigo como se fôssemos antigas amigas. Estou sozinha, e apenas as minha idéias me bastam. As letras estão gritando, estão tentando chamar minha atenção, querem ser notadas, querem ser anotadas. E eu não posso parar, senão perco o ritmo, perco o timbre, perco o encadeamento de pensamentos que me guia.

As palavras correm de um lado para o outro, sinto-me como uma criança em meio a uma brincadeira de pega-pega. Elas disparam como feixes de luz, e eu transpiro ao tentar agarrá-las. E passo de raspão pela maior parte delas. As poucas que consigo deter se esvaecem rapidamente e pouco tempo me dão para que eu possa pensar em suas estéticas.

Elas cantam ciranda em volta de mim, como se estivessem sempre a cochichar piadas e gritinhos em meus ouvidos. Quando, por sorte, capturo as palavras certas me sinto em frenêsi, como se tivesse realizado um grande feito. Puro prazer.

E quando elas (as palavras) me chegam envoltas em música, poesias fluem de meus dedos como em uma cachoeira, onde a água - serena e translúcida - percorre seu suave caminho tortuosamente, sentindo a concurda de cada pedra, a textura de cada planta...

Se há algo no mundo que me dê maior prazer, este é o simples ato - hoje impuro e até poluído - de escrever. É ficar sozinha com meus pensamentos, minhas angústias, minhas paixões e desilusões. É poder fazer o balanço das experiências que já vivi. É poder planejar, inventar, suspirar e negar. Principalmente negar.

Minha paixão por esses estimados seres ululantes é tamanha que acaba por me encabular facilmente. Em cada letra sentida, em cada palavra expressada, em cada frase construída é como se eu me despisse, me atirasse nua em plena metrópole. E o amor é tanto que me arrisco por esses malditos indivíduos.

Se há algo em mim que jamais irá se alterar, é o prazer que sinto em fluir por meio de palavras.

Se há um sentimento que jamais abrirei mão de sentir, este é a paixão por essa ação tão tola e banal.

E me defendo! Pois, se ainda me contraria, alego que este é o tipo de amor perfeito. Ele nada exige senão um pedaço qualquer de espaço vazio e o mínimo de tempo. É o tipo de amor que está sempre presente em pensamento, é aquele que constrói a sua própria vida e ainda nos serve de alicerce para que possamos estruturar a nossa. É o amor sem ciúmes e mais arbitrário possível. Permite que nos expressemos e sempre está disposto a nos acolher.

Quando me dou conta de todo esse sentir, percebo que estou no caminho perfeito. Não caí neste curso à toa. Não me escarraram nesse lugar sem planejamento. As palavras são minhas pernas, meu cérebro, meu coração.

Com elas eu sinto. Por meio delas eu choro. E a dor eu disperso no papel.

Suspiro, assombro, sorrio, morro; renasço.

Canto, encanto, me canso e depois, só depois, é que o meu perfil eu mesma traço.

Sou e serei uma eterna apaixonada. Tenho e carregarei sempre comigo as palavras por mim tão amadas.

As minhas armas.

"Sol, rosas e pequeninas mãos."

Mayra Fontebasso
30 de Julho de 2008.

************************************

Era uma tarde de Domingo. O sol despontava, como de costume, em uma pacata cidade interiorana do Estado de São Paulo. Uma variedade imensa de turistas perambulava por entre os becos sadios e históricos do lugar e crianças corriam, aos berros, em volta das atrações 'gigantescas' que lhe traziam brilho aos olhos e sonhos à cabeça...

Eu apenas me recostava, como sempre fora um hábito meu, em um dos bancos de madeira envernizada do lugar. Levava um livro qualquer às mãos e me deliciava com os gritinhos que ecoavam por toda a Praça da Matriz. Resolvi iniciar minha leitura e, logo na terceira página, ouço uma vozinha que dizia:

- Nossa! Tudo aqui é tão grande! Por que as coisas são assim aqui, mamãe?

Olho para o lado e me deparo com o sorriso desconcertante da Mãe, que diz:

- Ah filha! Que pergunta mais tola! Deixe isso pra lá!

A Mãe seguiu seu caminho rumo à alguma loja de lembranças, e a criança permaneceu a observar atenta...

Aqueles minutos me pareceram demasiadamente longos enquanto eu me perdia no suave balançar do vestido rosado e florido da menina. Ele era de algodão, ilustrado com pequeninas rosas e exalava aquele cheiro de ingenuidade que apenas as crianças têm.
Ela possuía uma voz esganiçada, pele clara, longos cabelos lisos e castanhos e demonstrava estar incomodada com o sapato fechado, provavelmente uma insistência de sua mãe. Tinha braços longos e pernas tão finas que faziam com que o vestido parecesse levitar, mas foram as mãos dessa menina que detiveram a minha atenção.

Era alta, devia possuir em torno de oito anos, alta demais para a idade dela. Passava as delicadas mãos por entre os finos cabelos, fazendo-as escorregarem alegremente por seu esguio pescoço até alcançarem a sua boca onde, então, apoiava o dedo indicador nos delicados lábios e escorava o queixo com o seu achatado polegar. Ficou nessa posição por um longo tempo, sempre observando o objeto gigante que estava à sua frente.

Convencida de que a filha apenas sairia dali com uma resposta, a Mãe sentou-se e retirou um Guia Turístico da bolsa com a intenção de matar o tempo.

Tentei retomar a minha leitura de maneira a parecer indiferente a essa situação. Não obtive sucesso. A menina estava concentrada e enrolava os cabelos em um de seus dedos com movimentos hipnotizantes. A Mãe parecia notar que eu observava sua filha e, como um animal que observa atentamente a cria à distância, abaixou o Guia e me fitou diretamente nos olhos. Enrubesci. Abri um sorriso, a menina retribuiu e a mãe permaneceu desconfiada.

Foi então que, de um só salto, a menina - que já se encontrava sentada diante de tão grande dilema - escancarou um sorriso silencioso e caminhou até sua mãe soltando risinhos eufóricos. A mãe, por simples naturalidade, indagou:

- O que aconteceu Milena?

Milena. Era esse o nome dela. A euforia da menina era tamanha que esfregava fervorosamente suas mãozinhas. Depois, quando estas já se encontravam suadas, passava-as por todo o seu vestido de algodão e tornava a esfregá-las. E eu, novamente, me perdia nos movimentos, agora rudes, daquele pedaço de pano cheio de rosas.

A menina bem que tentou explicar, gesticulou movimentos extravagantes com as suas mãos pequenas e chegou a ficar nas pontas dos pés para fazer com que sua mãe entendesse o que dizia. A Mãe, ao ouvir provavelmente o chamado do marido, suspirou aliviada e seguiu rapidamente em direção ao carro. A menina a seguiu até metade do caminho, então parou e pôs-se a observar a réplica gigante. Aproximei-me, e disse:

- E então? Por que existem coisas assim aqui? Pra que serve esse Orelhão Gigante? - e sentei-me.

Milena ficou calada. Me olhou com uns olhos gigantes, maiores do que qualquer exagero dessa cidade pacata. Sentou-se, sempre silenciosa, ao meu lado e balançou os pequeninos pés por algum tempo. Indaguei novamente, na ânsia de saber o que aquela cabecinha estaria pensando:

- Acho que apenas as princesas de verdade podem subir lá no alto e usar esse telefone...

Milena fechou a cara mas permaneceu calada. Sua mãe já estava no carro e chamava seu nome. A menina insistia em mexer os seus dedos irregularmente e balançava a cabeça como se procurasse algum outro dilema para resolver. Então eu insisti:

- Será que você é a princesa que pode subir lá no alto?

A menina, então, parou de se movimentar e ergueu apenas a delicada mão, de onde fez surgir um sinal negativo com o dedo indicador, acompanhado de um sorrisinho esnobe que poucas vezes vi surgir na face de uma criança. Aquele balançar novamente me prendeu. Sua mãe gritava seu nome. Milena se assustou, levantou agitada e pôs-se a correr em direção ao carro. Instantaneamente eu gritei, vendo a menina se distanciar rapidamente:

- Milena! Me diz para quê serve essa coisa então?!? - apontando para o Orelhão, marca turística de minha cidade.

Abaixei a cabeça na tentativa de me desviar dos olhos atentos de sua mãe. Foi em vão, mas a menina novamente párou no meio do caminho, olhou para a mãe, olhou para mim e correu em minha direção. Como estava com a cabeça baixa apenas senti um leve cutucar, como se um fada apenas encostasse em mim com um de seus dedos macios. Ergui rapidamente a cabeça e, antes que pudesse falar, Milena concluiu num tom de voz misterioso, como se estivesse a me confessar um grande segredo:

- Não sou princesa. E aquilo serve para eles...

E pôs-se a correr em direção ao carro:

- Para eles quem? - retorqui esperançosa.

E Milena parou, ficou nas pontas dos pés e esticou os braços:

- Para os Tiranossauros Rex! - disse movimentando as mãos como se fossem as mandíbulas do animal.

Enquanto eu piscava, sorrindo feito uma criança por ter compartilhado essa descoberta com ela, a menina se foi. Quando voltei à mim pude apenas avistar o carro que se distanciava e as mãozinhas de Milena com as pontas dos dedos comprimidas no vidro gelado do veículo, os cabelos finos a tentarem uma fuga pela janela.

Ah! Ainda hoje posso sentir seu cutucar macio e a força de seus dedos naquela tarde passageira. E, mesmo depois de algum tempo, me indago: "Será que os Tiranossauros Rex saberiam manusear um Orelhão?"...

A resposta que damos é a certeza de que já não somos mais crianças. Milena, porém, com seu vestido rosado e suas mãos pequenas, deve ser uma privilegiada. Nem princesa, nem nada... Apenas a menina da tarde ensolada.

OBS.: tudo é sempre sujeito a alterações por aqui...

Aquelas declarações que me confortam...

sushi:
entao mano tbm tava pesnando nessa fita!
como que vai ser né? e tambem tem sua faculdade ...você tem quem da prioridade pra ela nao é?
aaa mais nada que um ''fds sim e um fds nao''
o que você acha?
me telefnoa
semana que vem eu vo te telefona todos os dias blz
e ai como q ta as coisas por ai?
se vai sair nesse fds?
quando vai cola aki?
beijooooos =)

*********************************

esse final de semana é dia das mães :)
meus pais estão vindo p cá...

não tenho saído mto...
acabei de voltar do som do Cólera...
acabei indo sozinha.. a galera aqui é legal... mas o pessoal daí de Itu faz falta... =')

Itu mesmo só em Julho... e apenas por 20 dias...

Sim.. a prioridade é a facul.. e é tudo lindo por aqui... são cinco anos Má... CINCO ANOS!!!... só de pensar q qdo sair daqui já estarei com 22 anos =O fico tremendo de medo ¬¬'... não me arrependo não... mas tenho q abrir mão de MTAS coisas.. e isso confunde minha cabeça às vezes...

E é caro p tu vir smp aqui... ou eu ir smp aí...
qdo eu arranjar um trabalho (só p ano q vem) daí tudo melhora um pouco... mas é foda...

eu adoraria falar todos os dias com vc... mas uma hora isso vai pesar no bolso $$$...

e eu tenho medo de vc enjoar... de vc me cobrar mais 'presença'... mais 'tempo' p vc... já passei por isso antes e não é legal ;) ... nós ainda temos mto tempo pela frente... e não gostaria de ter vc agora e acabar por te perder de novo... Você pode me dizer que isso não vai acontecer... mas não sou mto boa com relacionamentos à distância... mtas vezes isso é pouco pra mim... e sempre é difícil...

Às vezes penso q faço tudo errado... que deveria voltar e tentar consertar tudo... então eu páro e lembro q o tempo não pára... e acabo me conformando com as atitudes que tomei... com as pessoas que deixei pra trás... isso é estranho e dificilmente alguém entende... Só eu estou passando por isso agora, e sozinha... Não sei se vc vai entender meu lado... no mínimo vc vai pensar: "Ó lá ela me confundindo de novo!" =)

Mas não me leve a mal... Não quero que nós dois soframos de novo :) meu amor por vc está intacto... do msm jeito como qdo te conheci... e tenho medo de te chatear de novo... de não corresponder às suas expectativas (de novo)... de fazer tudo errado (de novo)... Se vc estivesse aqui, iria entender do q eu estou falando...

Eu quero q vc seja feliz :) se for ao meu lado melhor ainda!!!... mas tenho medo de apressar as coisas... e perder essa oportunidade q vc está me dando... Estamos vivendo coisas diferentes, passando por momentos diferentes... temos interesses diferentes... e eu não sei até que pto isso é bom ou ruim...

Estou insegura e com medo Má... As coisas não são tão fáceis qto imaginamos.. estou amadurecendo mto aqui.. vc por perto seria ótimo, mas é impossível agora.. desenvolvi um realismo cético dmais dpois q passei a morar sozinha... não sei se daríamos certo juntos... são ritmos diferentes, manja?... não estou sendo pessimista, apenas quero o melhor p nós dois... e não sei ser mais direta...nem sei escrever 'normal' ¬¬'... e não vou conseguir mudar essas características em mim...

meu amor por vc, porém, jamais vai mudar... mas não sei até que pto ele é forte o suficiente p aguentar o q pode estar por vir...

ah! sou uma idiota msm! :) te amo e tenho medo de te amar... vá entender! a única ctz q tenho é q estou com medo.. mas isso não deve fazer mta diferença p vc :) nunca fez ^^'

precisamos nos ver, sentar e conversar.. não aguento mais falar sobre isso à distância... parece tudo mto irreal... parece pouco... parece comum... e eu sei q não é... eu quero cair em tuas mãos, mas se elas estão longe eu corro o risco de dar de cara no chão...

preciso te ver..

te amo.

Onde tudo recomeçou...

07/05/08 23hr

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
então... finalmente. Apenas não repare a demora...
os computadores daqui não possuem o msn instalado...

-sushi diz:
nossa naonao nem ligue
=) sem problemas.
tudo bem mah?

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
huahauha... tudo na correria Má. tu sabe como eu sou... nunca consigo ficar parada...

-sushi diz:
to ligado

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
acabei de sair de uma apresentação de trabalho... e fugi no finalzinho da aula p ver se te achava on..mas vai tudo mto bem... tudo mto animado... estou feliz...
e por ae? como vão as coisas?

-sushi diz:
eh eu imagino tbmnao eh pra menos
aaa bom pensava q nem iria pergunta
tudo bemmm sim, tudo de bouissima
to esperando sai do quartel p tenta uma facu =)

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
não creio! pegou quartel mesmo? qual facul? definiu algum curso?

-sushi diz:
jaaamaaaaaais =)

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
hauhauhauha

-sushi diz:
o quartel mudou , agora soh passa quem quer entao eu nao vou passar
num sei ainda qual curso, to meio cabrero sobre ed artistica
qual eh o curso q faz pra ser professor de ed artistica? srsr

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
=]
Artes plásticas

-sushi diz:
=)
vo ve neh

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
depois, conforme o decorrer do curso, você se especializa em alguma modalidade...

-sushi diz:
mais eu queria entra num curso que ganhasse uns 8 10 mil =)
advogado ou engenheiro

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
é... é só dar uma pesquisada na internet... se vc conseguisse uma facul Federal seria ótimo... o Estado bancaria os seus estudos e vc ainda moraria sozinho...

hauhauhauhauha sério?!?!
uahuahuahuahuaha
boa sorte p vc eu não pretendo ganhar mais do que 3 mil por mês...
me mantenho com pouco...

-sushi diz:
eu sei mais sei la minha ex me fez ter ambiçoes

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
huahauhauha q bom, eu continuo meio filantrópica...
quero apenas o meu pouco bem-estar e poder ajudar as pessoas...
me contento só com isso

-sushi diz:
legal

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
é... não é lá gde coisa...mas é o suficiente p mim... quero mesmo é ser professora... fazer a molecada pensar... tô me dedicando aqui p sair fodona

-sushi diz:
o que rola entre vc e o isac?

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
hauhauhauhauha
é complicado... pergunte p ele, eu não sei definir

-sushi diz:
aaa intendi =)

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
amo aquele pardola ... ~mas já não é paixão, é amor... incondicional... quero cuidar dele... é meio materno... mas ele é um pedaço de mal caminho tb...mas pergunte p ele

-sushi diz:
sahsuhasuhsus intendo =)
eu num vo pergunta nada hsuahsu num vo ganha nadacom isso

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
huhauauaha... à mim tbm não faz mta diferença... gosto das coisas como estão..
e vc? pq resolveu aparecer de novo?

-sushi diz:
hehe entao melhor que as coisas fiquem assimmesmo
pq? pq eu ainda quero me encontrar com alguem .... mais eu me empolgo as vezes

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
não entendi...

-sushi diz:
=)

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
empolgação é algo mto relativo... e se vc especificasse quem seria o 'alguém' e em q sentido vc quer 'encontrá-lo'...huahuahuah.. facilitaria a minha compreensão

-sushi diz:
bom vo fala sem essas patifarias ai ...curto e grosso

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
=]
fique à vontade... é mais fácil entender

-sushi diz:
com toda sinceridade ...eu queria voltar...era louco por voce.. morri de raiva quando me traiu... ta..mas continuei gostando... terminei com minha ex...e queria muito CONSTRUIR uma vida ao seu lado ... mas vc me diz cada coisa ¬¬ sobre suas paixoes.. eu queria que vc gostasse soh de mim...mais nao eh assim ..

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
=] eu não tinha tempo o suficiente para desejar apenas vc... agora eu tenho... eu passei por poucas e boas... situações terríveis por sua causa...e refleti... e não te esqueci... e ainda te quero... tanto... que apenas vc me satisfaz...
agora...

-sushi diz:
como me diz que ama outro cara?!

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
a idéia de construção é algo estranho p mim... ainda encaro a vida como ela está sendo, e não como ela é... mas estou disposta a mudar...

-sushi diz:
e que ele eh umpedaço de mal caminho hsuahsu se ta tirando com minha cara

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
hauhauhauha... essa é uma mania banal... da qual não abro mão...
fui criada assim Má... minha família trata o assunto assim... tenho essas liberdades com eles...

-sushi diz:
desejos carnais?

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
ahan...
desejar não é fazer...
desejar não chega nem mesmo a ser um querer..
é só um sonhar.. um davanear adolescente demais..

-sushi diz:
aaaaaaaa entao esquece tudo o que eu disse entao ''/
quando se gosta de verdade de alguem nao sentimos desejos por outra pessoa ¬¬ eu sou assim
sou o maior galinha quando to solteiro mas quando to com alguem eu sou fiel mano

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
o desejo, p mim, não está ligado à fidelidade.

-sushi diz:
eu queria muito voce de volta mas vc me faz mudar de ideia todaaa hora

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
se p vc basta eu ser fiel... tudo bem... não tenho dificuldades em abrir mão disso
mas meus sentimentos não mudam...

-sushi diz:
aff.mah
eu sei
nhaa blz entao mayra

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
se vc prefere q eu fique calada... q não comente esse tipo de coisas com vc... eu faço...
não tenho problemas em abrir mão disso...

-sushi diz:
logico q nao

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
então, o q vc quer?

-sushi diz:
eu to falando de ter vc SÒ pra mim e vice versa

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
se eu digo q te amo é por q te amo... acima d qq atração, carnal ou não...

-sushi diz:
nao essas coisas q vc diz... essas palavras de dicionario e bla bla bla sera que nunca vc falou normal antes?

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
¬¬'
páre com isso ¬¬'
eu sou assim...

-sushi diz:
mah acho que a nossa ''historia'' de amor foi a mais linda q EU ja vivi mas vc viaja mah

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
não falo dessa maneira p me gabar ¬¬ nem mesmo para me sobrepor aos outros... eu SOU assim!

-sushi diz:
quero um amor simples, ingenuo e fiel ¬¬

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
Não Má... não viajo... acontece q eu quero algo q faça bem p mim TBM!...

-sushi diz:
o q vc quer?
corpos descartaveis chamados homens?

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
quero acima de tudo um amante...
que venha a se tornar companheiro...
q não se grile por motivos banais...
q me permita demonstrar sentimentos aos outros...

-sushi diz:
q mais
sentimentos ou atraçao fisica?

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
q me ame... ou q seja apenas sincero...
sentimentos.

-sushi diz:
eu amo vc e sou sincero! pra falar vdd nao queria amar mas amo vc
mas PELO AMOR DE DEUS nao consigo amar sabendo que vc gosta de fica com outros caras, quero vc soh pra mim. soh meu! soh meu!

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
já disse...
não tem problema!

-sushi diz:
eu iria te tratar como sempre te tratei ...com respeito e como uma mulher

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
é só vc me garantir q não vai ver coisas q não acontecem!

-sushi diz:
nao faça por onde tbm
mais eu sei como vc é ¬¬
nao estou te julgando..longe disso

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
eu sou fria em muitas coisas.. mas é meu modo de me defender... vc não chegou a me conhecer de verdade... não deu tempo... e ainda assim eu te amo... e tbm não queria sentir isso... facilitaria mto as coisas se vc não tivesse aparecido... mas vc apareceu e mudou tudo.. e me mudou tbm...

-sushi diz:
mais sei la eu tenho ciumes velho

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
as pessoas aprendem Má... as pessoas vivem e aprendem com seus erros...

-sushi diz:
ACREDITE ...sei como vc é por dentro e por fora pode apostar mah

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
¬¬'

-sushi diz:
nao conheci vc em 2007 mah ¬¬ conheço vc a uma cota
nao quero colocar isso na sua cabeça ... soh estou dizendo

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
não. não sabe. ngm nunca sabe... eu julgo te conhecer... mas eu smp sei q tem algo a mais por trás
enfim... isso não vem ao caso
(porra! meu pé tá formigando!!!)

-sushi diz:
mais uma vez...sou o unico q sabe quem vc é =)

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
¬¬' tá bom... que seja...

-sushi diz:
(o meu tambem)
hsauh

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
palhaço!
tá me zuando!

-sushi diz:
seu rabo
nao to nao
mahhh eh serio

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
enfim... qdo eu te mandei aquele depoimento... provavelmente com palavras q vc não aprecia... eu sugeri um recomeço...

-sushi diz:
vc pode nao acredita ou nao crer...mas eu quero vc.
e vc nao disse nada

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
pq voltar da maneira como foi outrora,...não me interessa
hauhauhauhauha
tá vendo como não me conhece... =]

-sushi diz:
ou disse mas fala de outros homens
shauhsaus vc que pensa mulheeeer =)

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
cada um enxerga o que quer Má...

-sushi diz:
ahaaaaaaaaaam
bom nao sou nenhum outro cara que vc ja conheceu..
talvez eu seja o unico que queira vc como vc é, mas vc nao da a minina ''/

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
enfim.. proponho o seguinte: uma nova tentativa (prometo me comportar se é esse o problema)... tudo novo... sentimento novo (tenho certeza agora, te amo).. esperanças novas (passaria a minha vida toda ao seu lado se me for permitido)... sensações novas... tudo novo pra tirar de vez a teima... impossível nos amarmos tanto e não conseguirmos ficar juntos!

-sushi diz:
nao mah naoquero isso! quero a velha mayra aquela mina que me deu um banho com agua

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
ainda sou eu Má...

-sushi diz:
soh isso simples e direto... quero vc

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
continuo a mesma idiota de smp ¬¬

-sushi diz:
a é? entao fica cmg

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
fico!

-sushi diz:
amo vc

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
qtas vezes vou ter de dizer porra!
eu fico! fico! fico!
eu sumo no mundo se for com vc!

-sushi diz:
mais SÒ cmg mah por favor
sabe eu ateh senti nojo de vc quando me fez akilo
sou louco por vc
bom a gente vai conversar pessoalmente umdia mah orra se vai
a gente se tromba por ai

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
entendo seu pto de vista... mas pensávamos diferentes demais naquela época.. e éramos dois teimosos...

-sushi diz:
eu nao, eu era ingenuo

PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
vá ver era esse o problema.
eu não te enxergava como vc era...

-sushi diz:
agora nao sou mais
e eu vou tenta mais uma vez...apesar do pesares...ainda sinto algo por ti

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
faço minhas as tuas palavras

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
enfim...

-sushi diz:
shaush
mah tem como me liga amanha?

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
tem tudo p ser mais interessante dessa vez
ahan...

-sushi diz:
aham
sexo e dinheiro?

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
ligo sim... só não posso ficar mto tempo no telefone senão meus créd acabam!

-sushi diz:
nao nao dois minutos só

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
não! dãr! SINCERIDADE, DISPOSIÇÃO E SENTIMENTO
hauhauahuahuha... como vc só pensa em besteira!

-sushi diz:
aaaaaaaaaaaa ta

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
tosco ¬¬
hauhauhauhauha
tá indo dormir já?

-sushi diz:
nao mah vc nao sabe como q eu sou
se soubessede tudo
ateh acharia q eu sou gay hsuaha

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
estou disposta a descobrir.. e não tenho medo...

-sushi diz:
pois nunca fiz sexo

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
hauhauhauhauha

-sushi diz:
soh amor =)
nao tenha medo nao ... assim eh mais emocionante

_PierroT_ {de todos os sonhos, os temores} diz:
q meigo

P.S.:
Vá entender....
ú_ú

Real_

vc que é boa de porcentagem
qual a porcentagem da gente voltar?

********

meu coração ñ é calculadora.
nunca fui boa em matemática.

se eu fosse racional ñ saberia responder a sua pergunta.
se eu ñ gostasse de viver seria fácil demais respondê-la.

vc sabe como sou.
eu vivo intensa, tensa, imensa.
eu sei como vc é e assumo os riscos.

acontece que meu coração é irracional,
ele apenas sente.
acontece que minha memória é emocional,
ela apenas sente.

o problema é minha sinceridade unida ao meu medo.
eu ñ minto,
eu sinto.

_eu ainda te amo.

_sem estatísticas.

[[você sabe o que vai encontrar ao me encontrar]]

à mim ñ importam os planos, nem mesmo o futuro.
minha vida resume-se a um viver pleno, cheio de medos e assombrações.
vc é a mais feroz delas,
por isso não te esqueci...
por isso eu sempre te quis.

por isso eu me coloco exatamente aqui_

_e isso não vai mudar de uma hora p outra.

Esse sentir jamais vai se esgotar_
_por isso não voltaremos.

Sou adepta de um recomeçar_
_com erros, sem erros...

Apenas viver_
_apenas poder te olhar.

Te sentir
Me sentir

Até tudo se esgotar.

(04/05/08)

...
coisas que eu gosto de ler quando fico à toa na internet...
...

A verdade entedia...

Olhei-me no espelho hoje e observei uma mulher com seios voluptuosos, cintura esguia, quadril largo e pele feito veludo. Uma bela mulher, sensual figura feminina. Estou crescendo.

Há pouco tempo eu corria por entre as ruas pacatas de um bairro simples, embrenhando-me por entre as árvores, sujando meus pequenos pés na terra vermelha, abrindo os braços, fechando os olhos e tentando beber a água da chuva.

Eu sorria. Eu era feliz. Eu sempre inventava alegrias e lapidava toda e qualquer infelicidade.

Conseguia passar horas deitada ao chão, cercada por gizes e lápis de cores, rabiscando coisa qualquer e poetisando todas as descobertas que fazia. Desenhava poesia, mares e sóis, gaivotas e caranguejos, cidades com seus carros e prédios cinzentos. Adorava palavras difíceis.

Por anos nutri um velho diário e, ao observá-lo hoje, sinto uma nostalgia indescritível. Engraçado notar que até mesmo minha caligrafia tornou-se ordenada, compreensível, direta. Quando criança, porém, eu fazia estrelas caírem dos céus para as - tão sagradas! - páginas de minha biografia, corações apareciam no final das palavras e tudo era grande, impreciso e encantador, com rostinhos sorridentes em todas as folhas.

Fui uma daquelas crianças introspectivas, que se contentava com qualquer bobeira artística. Era do tipo que saía à rua e voltava cheia de arranhões e hematomas que jamais tinham suas origens descobertas; cultivava insetos misteriosos em lugares ainda mais misteriosos da casa. Eu explorava o mundo. O mundo me explorava, e eu gostava disso. Nem todos apreciavam isso em mim, talvez seja uma das explicações para a minha personalidade tão inconstante.

Passava dias dando aula a meus amigos imaginários. Nunca tive grandes amigos mas possuí, isso é verdade, inesquecíveis companheiros que íam-se embora facilmente conforme o Tempo, andarilho incansável, ía seguindo sua viagem.

Sempre gostei de ficar sozinha. Fisicamente. Em minha cabeça, como é natural em toda a criança, eu contruía castelos medievais, voava nas costas de dragões e era o príncipe que salvava as donzelas indefesas. Fui índio, cacique e pagé. Fui soldado, participei de guerras e sempre voltava para a realidade a pé, exausta. Possuía uma estante com bonecas que eu sequer tocava, tamanho era o medo de despenteá-las, tirava-as da redoma uma vez ou outra e apenas para trocar as roupas e mudar os penteados.

Eu sorria. Eu era feliz. Colava pôrteres nas paredes, suspirava e já idolatrava rock'n'roll.

Certa vez, então, como já era de se esperar, eu cresci. Recordo-me que tive a mesma sensação que senti nessa manhã. Algo estava diferente. Acordei com os pés fora da cama, com uns braços compridos e pernas estranhamente longas. Já podia alcançar a geladeira (como fiquei feliz em saber que podia enxergar os doces que sempre deixavam lá em cima!), ouvia minha voz mais grossa e meu olhar estava sem o brilho que eu tanto gostava de desenhar. Em antigos papéis, que ainda guardo, é possível observar páginas cheias de olhos, olhinhos e olhões, todos cheios de brilho, cheios de vida, alguns com passarinhos e borboletas coloridas. Ainda hoje eu desenho, mas tudo parece opaco, profundo demais, adulto demais.

E então, de um dia para o outro, tudo mudou. Minha cabeça havia virado um porta-vórtice de pensamentos entusiasmados. Recordo-me dos grunhidos e gritinhos que escutava em meu pensar mesmo quando imersa no mais profundo dos silêncios.

E o Tempo, que sempre passou devagar e chegava até a nos acenar, começou a correr! Corria, corria e fingia não escutar meus apelos para voltar. Tudo se tornou confuso, rápido demais e eu passei a chorar durante as noites e a confessar minhas angústias apenas aos livros que lia. O som pesado embriagava-me e a descoberta do álcool me entretia. Engraçado como nessa época acreditamos - piamente - que nossos problemas e conflitos internos são únicos! Tolice, se eu houvesse descoberto isso antes talvez tudo fosse diferente. Talvez não.

Hoje em dia eu moro sozinha, em uma cidade que conheço há menos de seis meses, com pessoas que são sempre amáveis e atenciosas, mas que eu nunca vi na vida. Não posso mais colar pôsteres, nem pintar as paredes e, se por ventura, me avistam desenhando dizem: "Você não tem nada mais importante pra fazer?!"

Estou na faculdade. Completei 18 anos há pouco tempo e lavo e cozinho pra mim. Meus pais estão 200 quilômetros distantes e a distância que me separa de meus antigos companheiros parece-me infinitamente maior.

Moro ao lado de um boteco - isso me conforta - fazendo frente à uma Delegacia (isso me incomoda) e no final de um corredor de apartamentos familiares... Ao menos a bagunça e o cheiro bom de comida me ajudam a matar a saudade de casa.

Leio e estudo quase o dia todo. Páro apenas para acender o cigarro que eu não deveria fumar e para deitar num canto qualquer e dormir.

Não bebo mais a água da chuva, mal sujo os meus pés e não tenho mais o antigo diário. Tudo se tornou sistemático, dramático demais para se perder tempo com essas coisas.

Há pouco tempo eu corria pelas ruas e voltava toda suja para casa, comia bolo de cenoura e desenhava o resto do dia. Escondia meu corpo em transformação com roupas largas e abominava espinhas. Ouvia som pesado e suspirava aliviada.

Na última vez em que andei pelas ruas me escorei em um boteco e cheguei em casa cheirando à cachaça. Rabisquei uns versos imbecis e fui direto para a cama. No dia seguinte a Dona Responsabilidade, aquela que é o mais temido dos fantasmas que aterrorizam os que crescem, veio me acordar e concedeu-me uma ressaca. Então levantei, olhei-me no espelho e observei uma senhora de idade, com uma melancolia agonizante no olhar, que me sorria e acenava. Esfreguei os olhos, acendi um cigarro e a senhora sumiu.

O Tempo resolveu dar uma trégua agora, mas continua correndo, ainda.

Hoje olhei no espelho e enxerguei uma mulher com seios voluptuosos, cintura esguia, quadril largo e pele feito veludo. Uma bela mulher, sensual figura feminina. Com um brilho incomum nos olhos e um sorrir de menina.

Estou crescendo.

Ninguém perguntou se era isso mesmo o que eu queria... Estou aprendendo a lidar com tudo muito rápido.

Descobri que minha vida não precisa ser cronológica, são as desventuras que valem realmente a pena.

Agora me falta apenas um amor. Talvez eu o resgate. Talvez eu apenas o desgaste.

É possível que eu o arraste nos fios de meu pensamento por mais algum tempo.
É possível que eu continue cultivando lamúrias e descrevendo sensações banais.

Sei apenas que não existo.
Eu apenas insisto.

O que eu não sou... eu não serei.

Eu não possuo os olhos que detêm os brilhos do sol,
Meu amor não é quente.
...
Apenas o que está abaixo de meu pescoço está em perfeita ordem,
O restante é uma fusão inconstante de sentimentos e emoções.
...
Cultivo o meu vazio sentimental como quem se dispõe a cultivar seu próprio jardim.
...
As palavras são muitas e seus significados limitados.
...
Não sei o que fui,
Não sei o que sou,
E não tenho certeza se um dia serei.
...
Sigo em frente.
...
Com tanto temor,
Com tanta sede.
...
Tento não me ater ao detalhes
Pois persisto em seguir sempre
Em frente. Persistente.
...
Enfim,
Uma mulher carente.

_PierroT

(09/05/08)

Justifico: sozinha aqui, tudo fica calmo demais sem você.

Dores? Só as minhas...

Pensei em estrear com alguma obra decente, mas descobri que não sou capaz de qualificar qualquer um de meus rascunhos.

Ultimamente o Vendaval, que adotei como sobrenome, tem levado meus pensamentos para longe de meu alcance limitado.

Imagino enredos que não se fixam tempo suficiente para que sejam transcritos. Visualizo cenas e fotografo na memória tolas ações que fogem de minha mente antes que as observe devidamente.

Me sento solitária e a única coisa que prende minha atenção é o cursor piscando, enquanto tento escrever alguma coisa, e a fumaça do cigarro que traça imagens distorcidas do que sou e do que quero ser.

Sei bem que ao meu leitor (praticamente exclusivo) não interessam as banalidades cotidianas ou as exaltações amorosas. Ocorre que não sei contar piadas nem situações engraçadas, não sei poetizar e talvez nem saiba amar. Estou naquele momento crucial da vida em que nossa mente vai sendo, enfim, forjada por meio de nossas experiências pessoais.

Não sou cronista, nem mesmo sei definir Crônica... Sei apenas que sinto o que vejo, ouço e toco. O restante das reações são praticamente ignoradas pelo meu inconsciente e passam distantes de qualquer possível genialidade.

Ainda me pergunto se estou realmente viva. Às vezes me parece que vejo o mundo como se estivesse dentro de uma televisão - com os espectadores à minha volta aguardando, ansiosos, algum ato grandioso.

Devo ter nascido na época errada.

E o mais peculiar nisso tudo é a ausência de sentimentos e sensações. Muitas pessoas já sentiram-se assim, aposto. Como quando andamos pela rua a esbarrar em estranhos ou vemos uma cor que não sabemos definir, ouvimos vozes que não se dirigem à nós e pensamos amar verdadeiramente até surgir um novo amor ainda mais imponente que o anterior.

Enfim, estou a discorrer por entre essas linhas e ainda não sei qual assunto abordar. O vazio do autor é algo fascinante e trivialmente insosso.

Acredito que eu deveria ler mais obras mais vezes assim, quem sabe assim não absorvo técnicas de grandes mestres e (re)produzo, enfim, algo grandioso para a posteridade.

Estranho. Quantas pessoas será que vivem com a sensação de suspirar constantemente pela última vez? Eu vivo assim. Antes fossem suspiros de amor, mas não. Eu me desespero e sei que nenhum desespero é em vão. Cultivo bem as minhas asas.

E pensar que estou a escrever para um bem-aventurado e curioso leitor que não se deteve, que não se conteve apenas com a minha breve descrição no profile do Orkut.

Me diz uma coisa, quanto Tempo você irá viver?

O Tempo é algo tão relativo que muitas vezes penso ser inexistente. Ah! Existem muitos filósofos para discutir sobre esse assunto. Deixemos que eles labutem sobre isso.

E a Esperança, ainda permeia sua alma?

Ela aparenta ser tão independente e autônoma que penso sempre ser impossível atingí-la.

Acredito que voltarei muitas vezes ainda, sempre com o intuito de desabafar sem medo de reprovações ou repulsa. Afinal, tudo está tão distante de meu mundo que não interferiria novamente em seu funcionamento.

Vou saindo, frustada, pois tanto produzi e nada desenvolvi.

Fique então com essa névoa crepitante de vazio em sua cabeça, pois a minha perdeu-se há muito tempo enquanto buscava aquele lugar que jamais imaginei, aquele amor que jamais fui capaz de idealizar... aquela poesia fantástica que jamais fui capaz de escrever.

Não é belo,
É triste:
A melancolia existe.

A típica recepção calorosa...

Não sei ao certo 'como' nem 'por que' inicio isto aqui agora. Provavelmente sinto-me solitária por demais e tenho algum tempo livre. É certo que cansei de esforçar-me para expor idéias, e mais certo ainda que - muitas vezes - virei a ignorar completamente este antro melancolicamente planejado.

Textos bons eu não possuo e limitar-me-ei a expor algumas poucas bobagens, desde que estimulem estes meus dedos incansáveis durante esse caminhar constante em direção a um lugar que ainda não imaginei.

Creio que esperas devida apresentação de minha pessoa, mas sou péssima em descrições e relatos sutis. No mais, depois que criaram o Orkut, perdi-me entre as infinitas personalidades que adotei.

Tenha porém, desde já, a consciência de que este espaço não passa de um amontoado de palavras dispostas de maneira nada uniforme. Não me dedico a escrever para que outros apreciem; o que sai de mim apenas à mim deve retornar.

Sou graduanda em Letras pela Universidade Federal de São Carlos e passarei despercebida durante quase toda a minha vida. Todo o meu percurso diz respeito apenas à mim e todo o meu discurso visa agradar (ou ao menos dispersar) apenas à mim.

Sou constituída por 'ego' e dotada de variados 'ismos'. Finjo ser atriz e poeta e, ao final de tudo isso, o máximo que consigo obter são alguns sorrisos.

Carrego a Ironia e o Sarcasmo em cada olhar e em cada gesto, não construo conceitos e acho qualquer preconceito bajesto.

Odeio rimas e se as uso é por pura sem-vergonhice. Não respeito métricas nem parâmetros por pura incapacidade criativa e legítima burrice.

Caso você goste disso, Baby...
Saiba que nada mais me admira.
É caminhando por entre brutos
Que domino a minha ira.