
Itu, 19 de Setembro de 2007
{stresse interno}
_Não sei mais se posso continuar em frente...
{stresse interno}
_Não sei mais se posso continuar em frente...
(...)
Estou me sentindo terrivelmente impotente diante do mundo.
O mundo gira cada vez mais veloz, e não estou podendo acompanhá-lo...
Meus músculos doem,
Latejam de descrença num futuro melhor.
Meus Semi-Deuses literários já não mais me distraem...
Nem mesmo me auxiliam nos momentos de angústia...
Tudo ao meu redor está perdendo a cor,
Meus olhos ardem...
E, dessa vez, livrei-me de todo o rancor.
Meus pensamentos vêm e vão como o vento.
Queria poder enclausurar-me em uma selva qualquer...
Esta velha cidade já me basta.
Hoje pensei em mandar tudo aos ares...
Senti pena da humanidade.
Os poucos pensamentos que consigo captar
Me atingem recheados de mensagens subliminares
Que não consigo mais decifrar...
Toda a ação me parece um sinal...
Tudo ao meu redor está envolto em mistérios.
Já não distinguo o real do imaginário.
Associei-os com tamanha precisão
Que minha realidade não coincide com a realidade de outrém.
Talvez falte-me amor...
Todo esse vazio que sinto...
Talvez seja fruto da descrença em um Amor maior.
Já não tenho motivo pra cantar minhas canções,
Nem pra gritar minha ira.
Parei de sonhar, e continuo sonhando...
Que parei de sonhar.
Não sei que caminho devo seguir
(se é que existem caminhos a se seguir)
Meu mundo está despovoado...
Desprovido de mentes pensantes
Que não sejam mecânicas.
A todo momento sinto uma presença que não sei de onde vem.
Ela me arrepia a epiderme,
Me traz lágrimas aos olhos,
Faz-me ficar ofegante.
E eu nem sei o por quê.
Tudo o que vejo ao meu redor parece não existir.
Não consigo concentrar-me em nada.
Meu corpo lateja por inteiro.
É o pulsar da vida...
E ela está aprisionada,
Não tem saída de emergência nessa minha casca.
Estou presa em minha própria liberdade.
Fui detida pela minha própria coragem.
Tudo e todos me incomodam,
Inclusive eu.
Tentei me esconder,
Me desvendaram.
Tentei, enfim, entender...
Foram mais velozes
e me decifraram.
Por fim me esforcei em me conformar...
E choro de raiva todas as noites.
Tudo está difícil.
Tudo é tão fácil!
Minha cabeça parece flutuar sob o meu corpo...
Talvez tenham-me decapitado
E deixado apenas a nuca ligada ao restante do meu Ser...
Isso explicaria porque o que penso
Não coincide com o que faço.
Estou tornando-me um parafuso,
Uma pedra...
Um daqueles objetos inanimados...
Que adquirem função,
Mas jamais importância.
Meus anjos estão protegidos em suas redomas...
Eu estraçalhei a minha,
E nem lembro quando.
Talvez já seja hora de mudar.
Ou, enfim, de assumir que não posso mais mudar.
Não sinto meu coração.
Mas sinto o calor do sangue correndo pelas veias...
Está tudo tão misterioso, tão silencioso.
Tenho medo do que pode acontecer daqui pra frente.
Não sei o que acontecerá daqui pra frente.
Estou convivendo com sensações que jamais julguei sentir...
E me é impossível definí-las...
Escrevo sem pensar,
(Acredite, isso é possível)
Minhas mãos, hoje, adquiriram vontade própria.
Estou imobilizada,
com medo de ver minha cabeça caída ao chão.
Está me faltando algo...
Esperança talvez...
Talvez seja falta de fé.
Cenas estranhas,
Com pessoas desconhecidas,
Têm-me perseguido.
É um sinal.
Não posso interpretá-lo.
Ando ambígüa demais...
Preciso de mais tempo...
De calmaria...
De sossego...
Estou pedindo arrego.
_Me tire daqui.
{{May_14:53}}
*********~**********
comentário infame: hauhauhauhauha.... não sei se é coincidência... mas era a fase pré-vestibular.... hahahahahaha
*********~**********
conclusão:
...No fim, meus medos sempre foram os mesmos...
Estou me sentindo terrivelmente impotente diante do mundo.
O mundo gira cada vez mais veloz, e não estou podendo acompanhá-lo...
Meus músculos doem,
Latejam de descrença num futuro melhor.
Meus Semi-Deuses literários já não mais me distraem...
Nem mesmo me auxiliam nos momentos de angústia...
Tudo ao meu redor está perdendo a cor,
Meus olhos ardem...
E, dessa vez, livrei-me de todo o rancor.
Meus pensamentos vêm e vão como o vento.
Queria poder enclausurar-me em uma selva qualquer...
Esta velha cidade já me basta.
Hoje pensei em mandar tudo aos ares...
Senti pena da humanidade.
Os poucos pensamentos que consigo captar
Me atingem recheados de mensagens subliminares
Que não consigo mais decifrar...
Toda a ação me parece um sinal...
Tudo ao meu redor está envolto em mistérios.
Já não distinguo o real do imaginário.
Associei-os com tamanha precisão
Que minha realidade não coincide com a realidade de outrém.
Talvez falte-me amor...
Todo esse vazio que sinto...
Talvez seja fruto da descrença em um Amor maior.
Já não tenho motivo pra cantar minhas canções,
Nem pra gritar minha ira.
Parei de sonhar, e continuo sonhando...
Que parei de sonhar.
Não sei que caminho devo seguir
(se é que existem caminhos a se seguir)
Meu mundo está despovoado...
Desprovido de mentes pensantes
Que não sejam mecânicas.
A todo momento sinto uma presença que não sei de onde vem.
Ela me arrepia a epiderme,
Me traz lágrimas aos olhos,
Faz-me ficar ofegante.
E eu nem sei o por quê.
Tudo o que vejo ao meu redor parece não existir.
Não consigo concentrar-me em nada.
Meu corpo lateja por inteiro.
É o pulsar da vida...
E ela está aprisionada,
Não tem saída de emergência nessa minha casca.
Estou presa em minha própria liberdade.
Fui detida pela minha própria coragem.
Tudo e todos me incomodam,
Inclusive eu.
Tentei me esconder,
Me desvendaram.
Tentei, enfim, entender...
Foram mais velozes
e me decifraram.
Por fim me esforcei em me conformar...
E choro de raiva todas as noites.
Tudo está difícil.
Tudo é tão fácil!
Minha cabeça parece flutuar sob o meu corpo...
Talvez tenham-me decapitado
E deixado apenas a nuca ligada ao restante do meu Ser...
Isso explicaria porque o que penso
Não coincide com o que faço.
Estou tornando-me um parafuso,
Uma pedra...
Um daqueles objetos inanimados...
Que adquirem função,
Mas jamais importância.
Meus anjos estão protegidos em suas redomas...
Eu estraçalhei a minha,
E nem lembro quando.
Talvez já seja hora de mudar.
Ou, enfim, de assumir que não posso mais mudar.
Não sinto meu coração.
Mas sinto o calor do sangue correndo pelas veias...
Está tudo tão misterioso, tão silencioso.
Tenho medo do que pode acontecer daqui pra frente.
Não sei o que acontecerá daqui pra frente.
Estou convivendo com sensações que jamais julguei sentir...
E me é impossível definí-las...
Escrevo sem pensar,
(Acredite, isso é possível)
Minhas mãos, hoje, adquiriram vontade própria.
Estou imobilizada,
com medo de ver minha cabeça caída ao chão.
Está me faltando algo...
Esperança talvez...
Talvez seja falta de fé.
Cenas estranhas,
Com pessoas desconhecidas,
Têm-me perseguido.
É um sinal.
Não posso interpretá-lo.
Ando ambígüa demais...
Preciso de mais tempo...
De calmaria...
De sossego...
Estou pedindo arrego.
_Me tire daqui.
{{May_14:53}}
*********~**********
comentário infame: hauhauhauhauha.... não sei se é coincidência... mas era a fase pré-vestibular.... hahahahahaha
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conclusão:
...No fim, meus medos sempre foram os mesmos...

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