terça-feira, 12 de agosto de 2008

Abdico! (por Harlequin)


May diz:
"Estava revirando alguns arquivos no computador... encontrei esse aqui."

(Sem título)

Acaba...

Brilhantemente seus vícios viram pó, varrido pra debaixo do tapete.
E então você percebe que tudo aquilo um dia formulado fora em vão.
Que suas escolhas não foram as corretas, como imaginado.
Que seu prazer emcima do sofrimento de quem ama e do constante sigilo são obsoletos e cruéis.
Começa...
A jornada pela anulação de seu próprio "ideal" fajuto, algo que não é grande o suficiente pra tomar as rédeas de sua vida, contudo não é pequeno a ponto de ser ignorado.
Caem as máscaras, caem os desejos, caem as vontades , caem as amizades e, no fim, sobra apenas o velho tapete solitátrio. Divorciado de toda poeira que um dia escondera.
E te ligam, te convidam, e tem que estar presente. Calmo, ativo e com um copo de cerveja sorrindo na espuma.
E tudo o que você quer é fugir, gritar alto longe dali. Será um egoísta assim, mas quem se importa? Afinal de contas a "vida é uma só e devemos aproveita-lá ao máximo". Muitos vivem sobre esse quesito libertador, certo dia me atrevi, mas percebo hoje que se evoluímos a tal ponto, é porque em determinado momento deixamos nossas vontades de lado e falamos com o racional e "correto".

Abdicar é uma faca cravante.

Abdico!

por _HARLEQUIN

ahhhhh... que saudades de nossos devaneios tolos =)

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