terça-feira, 12 de agosto de 2008

Demônio_


Meus olhos se abrem no claro do dia, e o que enxergo é a escuridão do teu frio coração imaturo.

Quando você permitirá que eu me derreta sobre o teu corpo?
Quando tocará minha pele quente com suas firmes mãos?
Quando deixará de censurar o sorriso que desponta no canto de sua doce boca?

Demônio.

Tu és a assombração bestial que me perfura o coração em todas as noites, és a causa das lágrimas infindas que percorrem a minha face e és a inspiração que guia as tintas sobre o papel...

Tu, que és esbelto e possui cabelos e olhos enegrecidos pelo ardor dos iludidos, não passa de um sonhador infame que almeja o que não pode alcançar e ignora o que lhe é predestinadamente oferecido.

O meu Amor não é um prêmio disponível em uma estante qualquer.
O meu Amor apenas desperta com o auxílio da Paixão... e a minha Paixão por você necessita de manutenção, de carinho e de atenção. Não me abandone agora, não aqui... Não estou disposta a juntar novamente os estilhaços de uma mente corrompida, de uma mulher desinibida... de um coração que nutriu, por si só, o mais belo amor e o mais puro sonho; os mais enegrecidos planos, os inúmeros gatos, os estranhos netos e os perdidos tesouros...

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Explico! Agora eu amo... mas outrora estive morta.

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